29/10/13
Investigações
Sangue e roupas de suspeito são encontradas na casa de pianista assassinada em Pirenópolis
Mulher de 55 anos foi encontrada morta dentro de casa no último sábado. Apenas hoje local do crime foi periciado. Homem apontado como autor mora em Goiânia

Ketllyn Fernandes

Ao menos em Pirenópolis a Polícia Civil decidiu por suspender a greve em prol da solução do caso de violência que resultou no assassinato da pianista e professora de ioga Sandra Bosi Alencastro Veiga, de 55 anos, na última sexta-feira (25/10). Mas as investigações começam a passos lentos. Nesta segunda-feira (28) os trabalhos ficaram prejudicados por ser feriado nacional do Dia do Servidor Público –– nos finais de semana e feriados os flagrantes ocorridos em Pirenópolis são transferidos para Anápolis. Somente nesta terça-feira (29), quatro dias após o homicídio, é que o local do crime, a chácara da vítima, foi periciado.

O principal suspeito já foi identificado, e está foragido. Trata-se de Davi Mundim da Silva, de 39 anos, morador de Goiânia, que há duas semanas estava na residência da vítima e ficaria lá enquanto ela estivesse em viagem à Índia, país que visitava com certa frequência. Ainda não há informações sobre a relação entre ambos, se era somente de trabalho ou mais pessoal. A principal linha de investigação, até o momento, é de que o suspeito teria matado Sandra com objetivo de roubar-lhe o dinheiro que seria usado na viagem, uma quantia de R$ 5 mil.

Sandra Bosi foi encontrada morta por um vizinho que estranhou o paradeiro na residência e decidiu olhar pela janela. A pianista estava nua caída no chão com marcas que se assemelham a pedradas. Ela foi enterrada nesta segunda-feira no Cemitério Jardim das Palmeiras. A causa da morte e a confirmação se o crime foi precedido de estupro virá do laudo do Instituto Médico Legal (IML), ainda sem prazo para conclusão, já que a categoria aderiu há mais de uma semana à paralisação dos policiais civis.

A delegada à frente do caso, Carla Portes, falou com a reportagem do Jornal Opção Online por telefone enquanto acompanhava as diligências da perícia na manhã desta terça-feira. Segundo ela, havia marcas de sangue no banheiro e no quarto da vítima, além de roupas do suspeito.

“As informações que temos ainda são muito preliminares. Sabemos que ela o conheceu há pouco tempo e que pretendia que ele cuidasse da chácara enquanto estivesse de viagem. Vou pedir ainda hoje a prisão preventiva dele”, disse Carla Portes.

Dentre os indícios que apontam Davi Mundim da Silva como suspeito é o fato de ter fugido e também de ter sido visto mexendo na bolsa da vítima, o que teria gerado um atrito que resultou em sua dispensa do serviço.