Por Jorge Wilson Simeira Jacob
Carnaval é um sofisticado ritual de compensação social: explosão periódica de euforia que anestesia a sociedade diante da deterioração dos costumes, do populismo inconsequente, da pobreza persistente
Nenhuma sociedade sustenta convergência com países mais ricos quando o número de pessoas que vivem da produção alheia cresce mais rápido do que a capacidade de produzir
Ao estatizar a caridade, o Estado paternalista não apenas organizou a ajuda: ele a esvaziou de sentido moral. Onde antes havia virtude, surgiu procedimento; onde havia responsabilidade, instalou-se tutela
“A diferença entre os homens e os animais é que os animais nunca escolhem os piores para governá-los.” — Frase atribuída a Winston Churchill
As nações assistem, no momento, o retorno da supremacia da vontade pessoal, do governo sem freios, sem contrapeso, tão comum em capítulos sombrios da história?
Liberdade irrestrita cobra preço alto. Quando tudo é escolha, todo fracasso parece culpa. Quando não há destino dado, cada vida precisa justificar a si mesma — é um fardo que muitos não conseguem carregar
A declaração de Donald Trump causa perplexidade e indignação em qualquer pessoa que ainda leve a sério o direito internacional e a ética diplomática
O homem comum raramente pensa por si; consome o prato pronto. Sair de uma onda cultural é quase um milagre. É mais natural ceder à moda da tatuagem do que resistir à regressão simbólica aos tempos primitivos
Quando a ausência de consequências corrói o direito e alimenta a força. O regime de Nicolás Maduro agia ao arrepio da legalidade
O sistema de taxar os ricos foi revogado após a fuga de investidores e capitais. Mesmo assim, não faltam políticos “brilhantes” para redescobrir a pólvora
O jogo político — o mais violento de todos — leva muitos a abdicar de qualquer valor para preservar o poder
As despedidas sempre carregam um sopro de melancolia. Quando alguém querido parte, sentimos na alma o peso da ausência anunciada — uma vontade secreta de que o tempo pare, como se isso pudesse nos poupar do porvir
Conta-se que, ao distribuir equitativamente os bens entre as regiões da Terra, Deus - sempre justo - decidiu permitir o contraditório. E, para isso, ninguém melhor do que Satanás.
Qual é o sentido da política? Talvez o mesmo sentido da vida no teatro do absurdo: manter a ilusão em cena pelo maior tempo possível
Se aceita com racionalidade, a fala do chanceler provocaria uma análise crítica e as mazelas, que sempre existem, mereceriam correções para serem mais bem avaliadas em outras oportunidades

