Valério Luiz diz que Flávio Faedo não traz o Agro para o PT de Goiás e para Lula
23 maio 2026 às 21h00

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No sábado, 23, o Jornal Opção localizou o advogado e mestre em Filosofia Valério Luiz Filho em Barcelona, na Espanha (ou melhor, como dizem por lá, na Catalunha).
Valério Filho, o Valerinho, é pré-candidato a governador pelo PT. Ele se inscreveu ao lado do ex-deputado Luis Cesar Bueno e do jornalista Cláudio Curado.

Os três estão inscritos como pré-candidatos a governador. Entretanto, ante o anúncio de que o produtor rural Flávio Faedo, do chamado Agro light — ou red —, deve ser o candidato, os três tendem a renunciar à pré-candidatura.
Por sinal, Cláudio Curado já recuou e disse que apoia, não o agricultor gaúcho Flávio Faedo para governador, e sim a deputada federal Adriana Accorsi — que, no fundo, é a preferida do presidente Lula da Silva e do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Luis Cesar Bueno e Valério Filho ainda mantêm suas pré-candidaturas. Mas sabem, desde já, que não são os pré-candidatos preferidos da cúpula do PT em Goiás. Se até agora a presidente estadual do PT, Adriana Accorsi, está em busca de um candidato, como Flávio Faedo, é porque nenhum dos três serve para disputar o governo pelo partido. São “patinhos feios”.
De acordo com Valério Filho, “Flávio Faedo é um militante histórico do PT. Por isso, se o partido optar por ele, o apoiarei. Mas o partido está caminhando por uma estrada equivocada”.

“Flávio Faedo foi procurado pela cúpula do PT por ser do Agro [é produtor de soja e milho em Rio Verde, no Sudoeste de Goiás]. O PT está buscando um candidato que mantenha diálogo com os conservadores do Estado. Ou seja, busca conectar-se com aqueles — e não estou falando, lógico, de Faedo — que, em 2021, financiaram um golpe de Estado para retirar exatamente Lula da Presidência da República”, frisa Valério Filho.
“Adotar um discurso moderado, abandonando um discurso mais sólido e social para a nossa base política, pode ser um equívoco histórico. Se for assim, não seria melhor ‘fechar’ o PT? Porque não se precisa do partido para reabilitar e fortalecer os conservadores”, sublinha o militante petista.

“O Agro não seguirá com o PT, na disputa para o governo de Goiás e para a Presidência da República, por causa de Flávio Faedo. O Agro não vai nos apoiar só por causa do Faedo, que é, claro, uma pessoa de bem, democrata. O processo de autoengano é muito perigoso em política”, critica Valério Filho.
O jovem petista enfatiza que o Agro de Rio Verde e do Sudoeste pode até achar Flávio Faedo simpático. “Mas isto não se traduzirá em votos para o PT. Me parece óbvio.” (E.F.B.)



