A maioria dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desaprova a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de divulgar um vídeo em que expôs o desentendimento com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 2.

Segundo o levantamento, 65,6% dos entrevistados que se identificam como eleitores de Jair Bolsonaro e assistiram ao vídeo discordam da atitude de Michelle. Outros 26,5% afirmaram concordar com a publicação, enquanto 7,8% disseram não ter opinião formada.

No conjunto do eleitorado, o cenário é diferente. Entre os brasileiros que afirmaram ter visto o vídeo, 51% consideram correta a decisão da ex-primeira-dama de tornar pública a divergência familiar e política. Já 35,1% desaprovam a iniciativa e 13,7% não souberam responder.

De acordo com a pesquisa, 78% dos entrevistados disseram ter assistido ao vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro.

Entenda a crise

O episódio teve início após Michelle publicar um vídeo nas redes sociais relatando desentendimentos com Flávio Bolsonaro. Na gravação, ela afirmou que foi desrespeitada durante discussões sobre decisões políticas envolvendo o Partido Liberal (PL) e disse que o senador teria afirmado que ela não deveria participar das definições internas da legenda.

Segundo a ex-primeira-dama, o impasse está relacionado a divergências sobre articulações políticas e ao espaço de influência dentro do partido.

Após a repercussão do vídeo, Flávio Bolsonaro divulgou uma manifestação pública em que negou ter pretendido ofender Michelle e pediu desculpas caso suas atitudes tenham causado esse entendimento.

“Em nenhum momento eu ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se, em algum momento, fiz isso, mais uma vez peço desculpas”, afirmou o senador.

Metodologia

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 4.999 pessoas em todo o país entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04582/2026.

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