Álvaro Guimarães se manifesta contra retorno do orçamento impositivo a 1,2%

06 abril 2019 às 12h30

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Segundo deputado, última PEC aprovada caminha conforme condição econômica do Estado, e, no momento, não há motivo para discutir tema

Ana Luiza Andrade
Nesta semana, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado estadual Álvaro Guimarães (DEM), relator da proposta que discute o retorno do orçamento impositivo para 1,2%, deu parecer desfavorável à matéria do deputado Talles Barreto (PSDB).
Guimarães explica seu posicionamento argumentando que a última matéria aprovada no fim de 2018, é a mais coerente em relação a atual situação financeira do Estado.
“No fim do ano passado nós votamos uma matéria que dividia essas emendas impositivas da maneira que o governo acha que tem condição de pagar”, declarou.
A Receita Corrente Líquida destinada ao Orçamento Impositivo, aprovado em 2018, definiu o percentual progressivo de 0,5% para este ano; 0,6% em 2020; 0,7% em 2021; e 0,8% em 2022. A nova proposta, por outro lado, retoma o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que estipulava o orçamento em 1,2%.
Guimarães argumenta que, neste momento, não vê motivo para aprovar outra matéria além desta que já está em vigor e sugere que a discussão seja retomada no fim deste ano, quando os cofres do Estado poderão verificar uma situação financeira mais favorável.
“O que eu entendi é que primeiro a gente tem que receber o que temos por direito, que foi aprovado no ano passado, e, posteriormente, no fim do ano, se o Estado melhorar sua situação econômica, aí sim a gente pode pensar em mudar o que nós acordamos”, propõe.